Últimas Palavras

November 30, 2005

Se a preguiça não matar…

Arquivado em: Programação

Gente idiotaÉ estranho, mas cada dia que passa eu fico mais assustado com o tamanho da preguiça das pessoas na área de informática. Participo de várias listas e fóruns sobre Jornalismo e em nenhum deles as pessoas surgem com pedidos como esse, esse ou esse aqui. Na maioria das vezes as pessoas vem com dúvidas de não saber onde encontrar uma informação específica (como um dia desses onde uma pessoa perguntou como poderia ter acesso ao arquivo da Veja), elas não costumam pedir o trabalho pronto a ninguém e mesmo assim ainda levam a clássia “procura no Google!”.

É claro que a educação e o acesso a informação no Brasil não é uma maravilha, mas a quantidade absurda de “cursinhos” na área de informática está formando cada vez mais profissionais incompetentes que mal sabem onde começar a procurar por soluções quando encontram problemas. Esse tipo de profissional formado “naquela” faculdade vai trabalhar por muito menos que uma pessoa que se deu ao trabalho de aprender alguma coisa trabalharia, não vai render o esperado e o mais provável é que ele termine na rua antes mesmo de conseguir juntar algum trocado.

Odeio Programas De Gente IdiotaCom isso, empresas vão ficar com um receio cada vez maior em investir alguma coisa em “pessoal” e vão se voltar para o “ferramental” da coisa, colocando mais dinheiro e esforços no domínio de ferramentas mágicas (como as famigeradas ferramentas RAD) do que em profissionais capacitados, que a cada dia estão mais difíceis de ser encontrados. No fim, teoricamente sai mais barato investir em ferramentas do que em pessoas, além de ser bem mais confiável, já que o conhecimento não está mais em alguém que pode simplesmente ir embora, mas em uma ferramenta que vai continuar ali enquanto ela for necessária (ou enquanto for possível pagar por ela).

Entretanto, como já disse o mestre Joel Spolski, cedo ou tarde as ferramentas chegam a um limite (costumeiramente mais cedo do que tarde) e como as “pessoas” envolvidas na criação e no desenvolvimento da aplicação não tem condições de chegar mais “longe”, porque a “ferramenta” sempre fez o trabalho e eles não conseguem entender o que está além da abstração, e nós terminamos mais uma vez no primeiro problema, pessoas que não tem capacidade para resolver os problemas que aparecem.

Se é realmente necessário fazer alguma coisa, é melhor pegar os 2 melhores do que 10 idiotas, porque os dois melhores vão trabalhar em conjunto, evoluindo juntos, enquanto os 10 idiotas vão terminar trabalhando um contra o outro e provavelmente nunca vão chegar a um resultado realmente útil.

Se você não sabe como fazer e é seu trabalho fazer, não peça pra que os outros façam por você, procure ajuda para lhe encaminhar, não para fazer no seu lugar, porque um dia pode ser que não haja mais ninguém intressado em lhe ajudar. Ou pior ainda, os outros podem estar querendo é lhe ferrar =D

Abra os olhos!

November 29, 2005

World of Darkness 2.0

World of Darkness 2.0Eu não botava muita fé no novo World of Darkness (WoD) da White-Wolf. Inicialmente porque era “febre” no mercado de RPGs lançar versões “atualizadas” de livros “não muito antigos”, como a Wizards fez com o D&D 3.5. O outro motivo era porque eu tinha (ainda tenho, na verdade) todos os antigos livros básicos (até mesmo Wraith: The Oblivion) e não via necessidade de comprar versões revisadas sendo vendidas como “novidade” pra fazer dinheiro.

Então depois de pensar um bocado e avançar cada vez mais pro fim de uma campanha de mais de 2 anos de D&D, resolvi arriscar. Saí pela internet buscando informações, resenhas, perguntando em listas de discussão e as respostas eram praticamente as mesmas: “mudou demais”, “são novos jogos”, “pouca coisa sobrou dos antigos”. Isso já era reconfortante, já que eram jogos que não tinham relacionamento com suas versões anteriores (pelo menos não um relacionamento direto) as chances de ser apenas uma revisão eram pequenas.

Comprei o “quarteto fantástico”, os quatro livros base, World of Darkness, Vampire: The Requiem, Werewolf: The Forsaken e Mage: The Awakeing. Todos os livros tem um acabamento maravilhoso, capas duras com efeitos brilhantes e texturas diferentes, arte interna incrível e as clássicas “histórias” dos livros da série Storyteller que sempre dão um chame diferente ao livro.

Agora que eu terminei de ler o primeiro livro (o World Of Darkness), pude perceber o avanço incrível que a White-Wolf conseguiu com a unificação do sistema. O foco dos novos jogos não é mais em “fins-de-mundo-que-um-dia-vao-acontecer”, mas na sobrevivência hoje, em um mundo perigoso e onde poucos são confiáveis. As novas regras são mais simples (e valem igualmente para todos os “monstros” do WoD), com uma ressalva apenas para o combate e os danos, que ficaram um pouco mais complexos, mas nada que vá atrapalhar a sua vida jogando.

O livro (como livro básico de regras) faz bem o seu papel introdutório ao sistema e ao cenário (você ganha até uma pequena parte sobre fantasmas, que traz características do antigo Wraith) e só com ele você já pode começar as suas campanhas. Uma idéia interessante dessa nova incarnação do WoD é começar jogando com personagens puramente “humanos”, sem pertercer a nenhuma facção de criaturas sobrenaturais.
World Of Darkness - Chicago - The Wind CityO livro indica que uma abordagem para a introdução ao jogo é o jogador começar como uma pessoa comum, que não conhece as verdadeiras forças por trás dos acontecimentos e vai tomando conhecimento do mundo ao seu redor lentamente, até que finalmente ele pode despertar como uma criatura sobrenatural (vampiro, lobisomem, mago e etc) ou continuar apenas como um humano que “sabe demais”. Esse modo de jogo vai até facilitar a integração do personagem e do jogador ao novo mundo, já que ambos não conhecem as novas realidades do WoD.

O novo WoD realmente me surpreendeu e eu estou apenas esperando o término da campanha atual de D&D pra começar uma campanha de WoD. A idéia inicial é usar o cenário de campanha “Chicago: Wind City” em uma campanha de mortais que vão virar lobisomens (os Uratha), mas daqui pra lá podem haver mudanças no lugar (que pode terminar se passando aqui em JP mesmo) e até mesmo as criaturas, vai depender do que eu tiver lido daqui pra lá =D

November 28, 2005

Dando fim nas coisas velhas

Arquivado em: Música, Livros

Angra - FireworksUma coisa que eu nunca esperava fazer na minha vida era dar fim em coisas que eu não estou mais usando, até mesmo as que eu não gostava de usar. Sempre fui muito apegado as “minhas coisas”, mas parece que finalmente criei vergonha na cara e comecei a vender uns livros velhos que eu não uso mais, tanto de RPG como de programação.

Lembro que uma vez vendi o Fireworks do Angra pra Josa, porque eu tinha comprado ele na mesma época que comprei o Legendary Tales do Rhapsody. Era o meu primeiro disco do Angra e eu não tinha me agradado muito, especialmente porque eu havia gostado muito mais do disco do Rhapsody. Então, vendi o disco, mas em menos de uma semana eu me arrependi do que tinha feito e saí procurando o Fireworks por aí , até que finalmente encontrei ele lá na Música Urbana (uma loja de usados daqui).Rhapsody - Legendary Tales

Até hoje, o Fireworks é um dos discos do Angra que eu menos ouço, mesmo com ótimas músicas como “Lisbon” (que eu quase me rasguei de cantar no show do Shaaman) e “Wings of Reality”, mas como tinha aquela história de “completar a coleção”, eu tinha que ter ele aqui também. Coisa de metaleiro de primeira viagem =-)

Acho que agora eu estou mais desapegado dessas coisas, afinal são anos de vida e muito cacareco junto (quando a câmera digital chegar eu tiro uma foto das várias estantes de livros e revistas pra quem não viu ainda…). A venda dos livros que eu não uso mais já é um passo pra renovar isso né, mesmo que a grana resultante seja pra comprar ainda mais livros de RPG e informática =D

November 27, 2005

WebWork virando o Struts?

WebWorkEm um movimento absolutamente estranho, os desenvolvedores chefes dos projetos WebWork e Struts resolvem se juntar para montar mais um “novo” framework, dessa vez fundindo o Struts e o WebWork para a criação do “Struts Action Framework 2.0″ (qual foi a versão 1.0 mesmo?). Após o anuncio do Clarity, a comunidade já acreditava que a profusão de frameworks MVC em Java finalmente teria os seus dias contados, mas com essa novidade, pra onde vai o Clarity? E pra onde vai o Struts Shale?

Struts FrameworkEsse movimento pode ser o resultado da tensão entre os vários grupos e pessoas envolvidas na criação do projeto Shale e Clarity, especialmente a alta-cúpula do Struts que votou pela não efetivação do Struts Shale como uma provável “segunda versão” do mais conhecido e utilizado framework web Java. Outro fato estranho, era que a cúpula do Struts havia votado contra mudanças muito grandes no framework, para evitar problemas de compatibilidade, mas agora eles resolvem fazer do novo Struts um framework completamente novo.

O não apoio a centralização dos esforços, que nesse caso seria o projeto Clarity, só trás ainda mais dificuldades para os próprios desenvolvedores que se veêm em uma guerra infinita entre vários frameworks, alguns vindo até mesmo dos mesmos grupos (como é o caso do Struts Action e Struts Shale). E essa guerra é um dos principais motivos que levam gerentes a descartar Java como uma plataforma de desenvolvimento, tendendo para opções mais “diretas” como o .NET da Microsoft, onde todos os produtos estão “bem amarrados”.

JBoss Inc.E enquanto “os outros” continuam nesse combate desnecessário, a JBoss vai lentamente montando o conjunto de ferramentas Seam que prometem finalmente reunir todas as necessidades para a criação de aplicações Web em Java sem ter que depender de vários frameworks diferentes, reunindo JavaServer Faces e EJB 3.0, para criar um único framework que pode realmente tomar a frente como a escolha até mesmo para gerentes, que provavelmente sentem-se mais seguros escolhendo uma solução única do que várias soluções separadas (como é o caso da Microsoft).

Aos desenvolvedores, resta esperar pra ver no que vai dar, mas desunião e picuinhas não costumam ser um bom caminho para o desenvolvimento saudável de uma comunidade.

PS: Pra quem não sabe (ou não deu uma olhadinha na nova página do Struts), o Struts Action Framework é o nome atual do Struts Classic (acho que eles perceberam que esse negócio de “classic” lembra coisa velha).

November 25, 2005

Hibernate 3 Avançado - DAOs, Caching e integração com o Spring

Finalmente!

Logotipo do HibernateDepois de muita luta (e de muito fugir do arquivo que me esperava =] ), terminei a segunda parte do material de introdução ao Hibernate 3. No segundo artigo, como eu ja havia prometido, foram incluídas algumas dicas de uso do framework, um exemplo de camada de persistência (apenas com DAOs, resolvi não colocar o Active Record porque ele ia adicionar o AspectJ na história e é melhor deixar isso pra um próximo material), outro exemplo de camada de persistência utilizando o Spring (e mostrando como integrar os dois) e por fim uma parte falando sobre o esquema de caching do framework.

Espero que as dificuldades da galera em utilizar o Hibernate realmente desapareçam com essa segunda parte =]

E antes que alguém se pergunte porque ele não está saindo no GUJ, eu também não sei! Mandei o material pra o pessoal de lá a mais de uma semana e até agora não obtive resposta. Resolvi então mandar o material pra o pessoal do PortalJava, mas como até agora também não obtive resposta, resolvi colocar logo esse material aqui no blog, pelo menos fica aí pra ajudar quem vai trabalhar com o Hibernate 3. Espero que alguém me responda e ponha isso no ar logo né (ou pelo menos digam porque não querem colocar ele lá)…

O PDF do artigo é esse aqui: Artigo

E os arquivos de fonte e de configuração são esses aqui: Arquivos

Quem não pegou o primeiro artigo, pode conferir ele aqui: Introdução ao Hibernate 3

Aguardem novidades sobre Spring e Maven nos próximos meses =]

November 23, 2005

Eu odeio o Bradesco

Arquivado em: Diversos

Poucas coisas são mais terríveis do que uma fila que não anda. Uma delas é ficar em uma fila que não anda e descobrir que você não pode fazer o que imaginava que ia fazer…

Fui ao Banco Postal hoje (é um correspondente bancário do Bradesco nas agências dos correios) fazer um depósito identificado. Eu já havia feito vários pagamentos e até mesmo depósitos normais (os não identificados) na agência, que fica pertinho aqui de casa (a agencia Água Fria). Chegando na agência, com uma fila enorme (o que não é comum, pelo menos quando eu vou pegar minhas encomendas lá…) exatamente para o caixa do Banco Postal. Já eram duas e meia da tarde, o que significava que os bancos fechariam em 30 minutos (não tem horário de verão na Paraíba), depois de 25 minutos de espera, finalmente chega a minha vez.

Tiro o dinheiro e o papel com os números da conta e da agência e digo ao atendente que eu quero um depósito identificado, ele prontamente olha pra minha cara e diz, “Não fazemos depósitos identificados aqui, próximo!”. Eu olhei pra ele já pronto pra pular no pescoço e quebrar ele no meio, mas na mesma hora vi o relógio e lembrei que o banco mais próximo de lá fica a uns 10 minutos de viagem, chamei um palavrão com ele e saí correndo com o carro pra a agência do maldito banco Bradesco na Epitácio Pessoa.

Chegando lá, já atrasado e com as portas fechadas, como eu já esperava. O banco atrasa a sua vida, mas ele nunca se atrasa pra fechar. Fui para o caixa eletrônico fazer o depósito naquelas maquininhas terríveis. Eu, cliente a mais de 3 anos do BB, acostumado com com uma interface amigável, me assustei com a bizarrice da interface do auto-atendimento do Bradesco.

Nenhum botão pra iniciar o depósito nem nenhuma indicação na tela do tipo “Aperte qualquer botão para começar”, seguindo a lógica apertei um botão aleatoriamente e a máquina não respondeu com nada, continuou com a mesma imagem horrível, apertei mais uma vez e nada, então parti pra violência apertando vários botões, várias vezes. Foi então que o “monstro” do outro lado da tela resolveu me responder. Ainda com uma interface horrível , fui caminhando pelos menus até chegar a depósito em conta-corrente.

Chegando a parte do depósito a coisa ficou realmente preta. Haviam três campos a serem preenchidos, “Agência”, “Conta” e “Dígito”, mas eu tinha quatro números a digitar, o número da agência, o dígito da agência, o número da conta e o dígito da conta. Como eu ainda não tenho o poder de adivinhar o que deveria ser feito, digitei o número da agência, o número da conta e no último campo (o “Dígito”) eu digitei o dígito da conta. “Enter” mais uma vez e chegamos na parte de indicar o valor, indiquei o valor do depósito e “Enter” denovo. Lá vem a tela de “Aguarde processamento” e de repente a mensagem incrível, “Essa conta não aceita esse tipo de operação”.

UAU!

Poucas vezes tive uma mensagem de erro tão maravilhosa, “Essa conta não aceita esse tipo de operação”, disse tudo, resolveu o meu problema do dia. Lutei mais duas vezes com o caixa-eletrônico, procurei alguém do atendimento do banco que pudesse me ajudar, dei umas pancadas na maldita máquina e nada. Fiquei sem depositar o dinheiro e ainda vou pagar juros porque “Essa conta não aceita esse tipo de operação”. Existe isso?

Sempre tive horror ao Bradesco, filas terríveis, atendimento abaixo da média, caixas eletrônicos da idade da pedra lascada, mas essa impossibilidade de depósito sem noção nenhuma foi a gota d’agua. Bradesco, se Deus quizer, nunca mais!

PS: Já percebeu o quanto o símbolo do Bradesco parece com as torres gêmeas sendo atacadas pelos aviões da Al Qaeda?

Bradesco ou ataque ao World Trade Center?

Engraçado, não?

November 21, 2005

A mídia "faz" o artista?

Arquivado em: Música

Esse texto é de um trabalho da universidade, mas eu gostei tanto dele que ele vai cair aqui também =D

A pré-fabricação de artistas pela mídia ou por agentes da indústria cultural é uma prática antiga, mas os exemplos mais comuns (e também mais descarados) são as “boys bands” ou “girl groups”. Esses grupos, que surgiram entre as décadas de 50/60 (mas com registros que datam de 1920), são uma das maiores demonstrações do poder que a mídia e a indústria cultural têm sobre a população e não apenas em países subdesenvolvidos onde a população não tem acesso a educação de qualidade, mas também em países desenvolvidos.

Sendo formados por entre três a seis artistas do mesmo sexo, tocando música pop (as vezes chamada de “pop chiclete” ou “bubblegum pop”) e com uma preocupação exacerbada com a imagem dos artistas. O público alvo desses grupos são adolescentes e a única preocupação é com a “rentabilidade” do grupo, a qualidade musical não é do interesse dos seus criadores, apenas a quantidade de dinheiro que pode ser feito.

Na maioria das vezes, os membros desses grupos pré-fabricados não podem produzir músicas próprias, todas as músicas são criadas pela equipe de produção e algumas vezes até mesmo outros artistas são chamados para “cobrir” falhas ou alguma incapacidade dos integrantes do grupo. Essa impossibilidade de produzir músicas próprias gerou até mesmo conflitos entre a banda e os seus produtores, como o caso do famoso grupo latino Menudo, onde o integrante Robby Rosa deixou o grupo porque os produtores não aceitaram a sua composição. Ironicamente, Robby tornou-se o compositor por trás dos grandes sucessos de Rick Martin (que também foi seu companheiro na época de Menudo) e trabalha com ele até os dias atuais. Apenas algumas poucas encarnações da fórmula realmente puderam produzir suas próprias músicas, como os grupos The Monkeeys e NSYNC.

Os grupos formados dessa maneira costumam ter um início de carreira meteórico, com vendas em alta e muitos shows, mas poucos são os que conseguiram ir longe na carreira e menos ainda o que continuam na ativa. Assim como o seu público cresce e busca por novos ídolos, esses grupos terminam por cair no esquecimento ou sobrevivem como ilustres desconhecidos no mundo da música, onde não contam mais com o apoio dos seus “criadores”. Um exemplo recente desse comportamento é o “girl group” Spice Girls, que fez sucesso entre 1996 e 2000. Após alguns lançamentos de pouco sucesso em 2000 o grupo se desfez e suas integrantes seguiram em carreira solo, mas nenhuma chegou próximo ao sucesso internacional do grupo.

Músicos e grupos pré-fabricados são um dos grandes entraves para o surgimento de novos artistas na cena musical nos nossos dias. Para uma gravadora é mais barato contratar artistas desconhecidos, que na maioria das vezes não tem experiência, vender alguns milhares de discos e depois descartar o grupo. Existem até mesmo boatos sobre maus tratos e pagamentos não condizentes com o sucesso do grupo, como os boatos que correram sobre o grupo nacional Bro’z, onde circularam notícias sobre um depoimento de um dos membros da banda reclamando do comportamento dos seus produtores e o baixo salário que eles recebiam.

Essa cultura “descartável” é um reflexo da própria sociedade de “descartáveis” e produção em massa onde vivemos. Assim como a industria tradicional produz itens que tornam-se obsoletos ou desinteressantes em pouco tempo (como computadores e roupas) para que a população possa continuar consumindo os “novos” produtos (mesmo que eles apenas tenham uma “capa” diferente, como vários celulares), a indústria cultural também está produzindo cultura descartável, que tem “data de validade” para deixar de ser utilizada. Ao mesmo tempo em que vários grupos deixam de existir, surgem outros para tomar o seu lugar e manter vivo o círculo vicioso do controle da indústria cultural sobre o que o povo deve ou não consumir.

Para novos artistas ou até mesmo os que já estão no mercado, esse círculo vicioso torna a busca por um espaço ainda mais complicada, pois ou eles cedem as exigências da indústria ou tentam batalhar sozinhos até terem a sorte de serem reconhecidos por seu trabalho. Obviamente, o caminho mais comum é ceder a “moda” atual da indústria e exemplos não faltam na nossa cultura. Uma das bandas de rock mais importantes do Brasil, os Titãs, resolveram “aliviar” o som, pois seus últimos discos não faziam mais o sucesso esperado pela gravadora, hoje a banda pratica um pop/rock que não tem mais a mesma força de seus primeiros discos e desde o disco “Acústico MTV” não conseguem emplacar algum com grandes vendas, ficando sempre atrás de novas bandas da cena, como Jota Quest e Charlie Brown Junior.

A mídia constrói e destrói ídolos a seu bel prazer e poucos são aqueles que chegam a um patamar onde podem realmente escolher os passos que devem tomar, a pré-fabricação de artistas é apenas uma das facetas da indústria do entretenimento em massa, que já descobriu como fazer fábricas de artistas, basta dizer ao povo o que ele deve ouvir.

Referências

Sites:

Boys Bands

Girl Group

Menudo

Spice Girls

Título Estranho

Arquivado em: Diversos

Iced Earth - Horror ShowAntes que alguém se pergunte (ou pense besteira a respeito da url do Blog) eu explico o que é =D

“Ghost of Freedom” é uma das várias baladas do Iced Earth (está no disco Horror Show) que eu adoro ouvir. Mesmo sendo uma banda de Heavy Metal Tradicional, com influências fortes de Thrash Metal, eles não negam as influências das grandes bandas de Hard Rock americanas e demonstram isso nas baladas “pesadas” e extremamente emocionais.

“Ghost of Freedom” fala de uma pessoa que perdeu seu pai e vive procurando pelos motivos da morte dele. Um dia seu pai aparece como espírito e diz que nunca saiu de seu lado e que ele não está morto e sim ajudando outros espíritos que morreram na guerra a encontrar a paz e a liberdade. Como eu estava ouvindo a música na hora que estava fazendo esse blog, achei que esse nome ficaria bem e aqui está ele.

Se você não conhece o Iced Earth, dê uma chance e escute algumas músicas. Se você se intressa mais por baladas, ouça “Melancholy (Holy Martyr)”, “I Died For You” ou “When The Eagle Cries”, se gosta de coisas mais “movimentadas”, ouça “Disciples of the Lie”, “Wolf” ou “Don’t Thread On Me”. Garanto que você não vai se arrepender =D






















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