Últimas Palavras

January 2, 2006

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Arquivado em: Diversos

Pois é, agora morreu :D

Finalmente terminei de migrar tudo para o novo blog (agora com servidor e domínio próprios), é só ir dar uma olhada em http://maujr.org/.

Vejo você lá! :P

December 16, 2005

As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Garda-roupa

Arquivado em: Resenhas, Cinema

As Crônicas de NárniaAs “Crônicas de Nárnia” são uma série de sete livros escritos por C.S. Lewis. Assim como seu amigo J.R.R. Tolkien (autor da trilogia “O Senhor dos Anéis”), os livros de Lewis também seguem o gênero da fantasia medieval, mas com um apelo mais infantil e menos profundo que a trilogia do Anel. A Walden Media não fugiu do intuito original dos livros e fez um filme mais indicado para crianças (e seus pais) mas que provavelmente não vai desapontar aqueles que não estão procurando por um sucessor para “O Senhor dos Anéis” ou “Harry Potter”.

“As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa” (o primeiro livro escrito, mas o segundo na cronologia) conta a história dos quatro irmãos Pevensie, que são enviados de Londres para o interior da Inglaterra para evitar os ataques aéreos dos alemães durante a Segunda Guerra. Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund (Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley) ficam na mansão do estranho Professor Kirke (Jim Broadbent) e durante uma brincadeira de esconde-esconde Lucy descobre um guarda-roupa em uma sala vazia que a leva ao mundo mágico de Nárnia.

Em Nárnia ela encontra o fauno (uma versão romana do sátiro grego) Senhor Tumnus (James McAvoy), que lhe conta que o mundo de Nárnia está em um inverno que já dura mais de cem anos, por culpa de Jadis (Tilda Swinton), a Feiticeira Branca, que se auto-proclamou Rainha de Nárnia. Após a conversa com o fauno, Lucy volta para a mansão e conta aos seus irmãos o que tinha visto, mas nenhum deles acredita no que a menina diz.

Os Irmãos PevensieDurante a noite, Lucy vai mais uma vez até o guarda-roupas e é seguida por Edmund até Nárnia. Ela vai procurar Tumnus, mas Edmund não a encontra quando atravessa o guarda roupas e termina conhecendo a Rainha de Nárnia, que o faz prometer que vai trazer todos os seus irmãos para ela. Edmund é aprisionado pela Rainha e seus irmãos se juntam com o povo de Nárnia para acabar com a tirania da Feiticeira e salvar Edmund.

O filme, assim como “O Senhor dos Anéis”, foi gravado na Nova Zelândia e tem locações incríveis, mas em vários momentos os efeitos especiais retiram o brilho das cenas pela falta de “realidade”. Em uma das cenas na qual as crianças estão viajando para Cair Paravel (a capital de Nárnia) é possível perceber claramente que eles não estão no topo da montanha. Mas esses detalhes não fazem do filme de todo ruim, pois em alguns momentos os efeitos especiais realmente ficaram soberbos, como os grifos que aparecem para ajudar na batalha contra o exército da feiticeira (os grifos bombardeiros :D ).

Os figurinos foram bem trabalhados, mas em alguns momentos fogem demais a realidade, como o elmo de Peter durante a grande batalha, que tem visores para os olhos tão pequenos que é praticamente impossível conseguir enxergar alguma coisa usando-o. As roupas e armaduras também não costumam apresentar aparência de uso, como sujeira ou sangue (que praticamente não aparece no filme).

Entre os personagens, as crianças praticamente não se destacam (sendo a primeira vez em papéis importantes de quase todas, menos Anna Popplewell) e apenas a feiticeira Jadis, o Professor Kirke e Aslam (que foi dublado por Liam Neesom) tem interpretações dignas de nota, mas que não chegam a chamar muita a atenção.

Mesmo com os seus problemas, o filme é uma ótima escolha pra quem procura uma aventura leve e com menos violência e combates do que o de costume, especialmente para as crianças. As histórias de Nárnia também tem um fonte senso cristão, os humanos em Nárnia são conhecidos como Filhos de Adão (para os homens) e Filhas de Eva (para as mulheres) e o leão Aslam faz um papel que lembra o de Jesus Cristo, mas as referências não chegam a ser fortes o suficiente para atrapalhar a história do filme.

Quer um conselho? Não espere encontrar “O Senhor dos Anéis”, “Crônicas…” segue a mesma linha fantástica, mas o faz de uma maneira completamente diferente da trilogia de Tolkien.

December 13, 2005

Mais um presente de natal…

Arquivado em: Diversos, Programação

Aardvark ProjectEsse sim daria um presentão de natal!

O grande Joel Spolski mostrou o que qualquer aprendiz de programador sempre quis saber, como é que as pessoas desenvolvem um software.

No início do ano ele havia dito que estava procurando por alguém que trabalhasse com cinema pra fazer um documentário. Ele queria alguém pra fazer a gravação de todo o Aardvark Project, que além de ser um produto real da FogCreek Software foi resultado de um programa de “estudos de verão” pra o pessoal que ainda está na faculdade. O projeto Aardvark já era conhecido de quem costuma ler o material do Joel, porque ele já havia publicado a especificação do projeto em seu site, mas ter um documentário completo de como foi o desenvolvimento realmente é uma coisa de outro mundo.

Eu não tenho certeza pra dizer, mas eu acho que ninguém nunca tinha feito uma coisa tão maluca e tão interessante assim pro desenvolvimento de software. Ver como os caras ficam dia e noite pensando e tentando resolver os problemas e desenvolver o software deve ser realmente uma experiência incrível, especialmente pra quem nunca trabalhou desse jeito. Realmente é um ótimo presente de natal e eu vou providenciar o meu o mais rápido possível :D

Só tem um problema, nada de legendas né, quem não sabe nadinha de inglês vai perder uma grande experiência :P

Você encontra o DVD aqui (eles bem que podiam botar na Amazon né…): Aardvark’d - 12 Weeks With Geeks

December 7, 2005

Herança Múltipla em Java

Eu já havia falado muito nisso nas listas da vida, mas nunca tinha mostrado como fazer, agora eu estou mostrando!

Como implementar herança múltipla em Java utilizando o AspectJ :D

Agora quando aquele seu amigo que programa em C++ disser que não tem herança múltipla de implementação em Java, você já tem como mostrar a ele que ela existe sim :P

December 4, 2005

Sorte com carros

Arquivado em: Diversos

Carro detonadoA minha boa sorte com veículos de 4 rodas é notável. Em três anos de carteira, já foram 2 acidentes sérios (o carro não andava, mas ninguém se feriu) e mais algumas diversas batidas mais leves (algumas por minha culpa outras não), sem contar, é claro, as coisas absurdas que costumam acontecer quando eu estou no volante.

Domingo, de noite, chuva forte, visibilidade quase zero, em alta velocidade na rodovia, surge de repente uma alma atravessando a pista empurrando uma bicicleta, sem nem perceber o que vinha ao encontro dele. Se ele olhasse, provavelmente ia ver um esqueleto vestindo um manto negro e com uma foice na mão, dizendo “VENHA PRA CÁ”, com aquela voz de caixão cheio de pó (você consegue imaginar uma voz de caixão empoeirado?). Mas na verdade era eu no volante, morto de susto mas ainda com reflexos o suficiente pra me manter na pista e rezar pra ele passar rápido o suficiente, já que se eu freiasse o carro ia pro brejo (na verdade, pro mangue).

Esse sábado não poderia ser diferente. Saí da casa da patroa pela frente do shopping, o engarrafamento estava terrível. No anda-e-pára do caminho, dei uma olhada no medidor de gasolina do carro (eu tinha acabado de colocar 30 reais no tanque) e ele estava marcando praticamente vazio. Me desesperei, ia ficar no meio da rua e sem gasolina, vergonha dupla. Não tinha mesmo o que fazer, continuei esperando no anda-e-pára, até que finalmente consegui sair.

Parti correndo pra o posto de gasolina mais próximo e a luz da bateria estava acesa, o que indicava que a bateria estava com problemas, mas o meu maior problema na hora era a gasolina. Parei no posto e mandei o frentista colocar mais 15 reais, o suficiente pra chegar em casa. Ele terminou, eu paguei e tentei ligar o carro. Nada. Nem um salto. Nem um barulho. O lugar mais calmo do mundo. O carro morreu, não ligava mais.

Empurrando o carroPedi ajuda ao frentista pra tentar sair de segunda e funcionou. Saí, dessa vez ainda mais apressado, com medo de ficar na rua mais uma vez e, de repente, no meio de uma das ruas mais movimentadas de João Pessoa (a Epitácio Pessoa), o carro todo apaga. Todas as luzes deixam de funcionar e eu fico na mais completa escuridão. Todos os marcadores deixam de funcionar e até pra passar as marchas eu tinha que ficar escutando o barulho do motor. Perfeito, só faltava agora aparecer uma batida da PM pra me parar e tomar a minha carteira.

Segui no caminho, com tudo no escuro e o carro querendo ficar no meio da rua, sem contar o medo de ser pego por algum agente de trânsito e ganhar mais o presente da multa, mas cheguei em casa inteiro (pelo menos as mãos né, que eu to digitando aqui :) ). Acho que tem alguém querendo muito que eu não dirija mais na minha vida… imagina, meu sonho desde criança é ser piloto de corrida! Desse jeito eu não passo nem da primeira :(

(Tem coragem de andar comigo no volante? :P )

December 3, 2005

Herói - Ying Xiong

Zhang ZiyiCores. Cores fazem o mundo gritar no silêncio e a sua ausência pode fazer um grito silenciar-se. Enquanto o ocidente ainda busca de todas as maneiras imitar a harmonia das cores na natureza, o oriente sabe se aproveitar dessa beleza, montando um mundo de sonhos. Assim é “Herói” de Zhang Yimou.

A história se passa na China antiga, em uma época quando estava divida em sete reinos. O rei de Qin (Chen Daoming), o maior de todos os reinos, estava a dez anos sendo ameaçado por ataques e por três assassinos dos reinos rivais, Espada Quebrada ( Tony Leung Chiu Wai ) , Céu (Donnie Yen) e Neve Que Voa (Maggie Cheung), porque ele queria unificar todos os reinos em um só e desejava até ir além disso, reunindo ainda mais terras sobre o seu poder.

Jet-LiCerto dia surge Sem Nome (Jet-Li), um magistrado de uma cidade pequena do seu reino, com as três armas dos assassinos vencidos em combate. Ele conta ao rei a história de como conseguiu vencer os três, mas o rei contesta as histórias. Todo o filme se passa em flashbacks sobre o que o rei e Sem Nome contam.

O filme é, assim como O Clã das Adagas Voadoras, um deleite para os sentidos. As cenas fluem com uma naturalidade incrível e as cores utilizadas contam uma história aparte dentro do próprio filme. Diferentemente de “O Clã…”, onde existe uma predominância do verde, em “Herói”, a cada flashback uma cor é escolhida como base, para aumentar ainda mais o simbolismo e a mensagem passada pela cena. As cores escolhidas foram vermelho (paixão), azul (amor), verde (juventude), branco (verdade) e preto (morte).

ExércitoAlém do tratamento especial para as cores, as lutas também são uma maravilha a parte, mostrando as produções americanas (leia-se: Star Wars) como é que se faz um verdadeiro balé com espadas, lanças e flechas. Nos combates não existe apenas a preocupação com os personagens envolvidos, mas também com o lugar onde a luta está acontecendo, como a luta entre Lua e Neve que Voa, onde as folhas se espalham para todos os lados, criando uma sensação de força mas ao mesmo tempo de harmonia. Não se engane pensando que o filme é uma seqüência de lutas sem sentido, os guerreiros são tão sensíveis quanto qualquer ator de dramas famosos em Hollywood e mostram amor, ódio, sacrifício e traição no decorrer do filme, sem em nenhum momento soarem forçados ou piegas.

FlechasFechando a perfeição vem a caracterização, especialmente as roupas “frouxas”, de tecidos espaçosos, que conferem um movimento solto, preenchendo a tela de uma forma diferente. Além disso existe a sempre presente música oriental, que, também diferentemente de “O Clã…”, aparece mais como música ambiente, a não ser em momentos específicos, como a incrível luta de Céu e Sem Nome.

Mais uma vez, não á ao cinema esperando um enlatado americano, muito menos um épico cheio de lutas entre exércitos, o filme é uma luta entre dois homens, duas consciências em lados opostos, que se digladiam com palavras em uma luta honrada pelo bem de um povo.

O que é que você ainda está esperando? Vá ver o filme!

December 1, 2005

Artigo na RedeRPG - Magias e problemas em D&D

d20 SystemE saiu agora também a matéria que eu tinha preparado pra RedeRPG. O material fala sobre como lidar com magias que desequilibram campanhas em D&D, usando como exemplo a magia teleporte. A idéia é montar uma série de artigos abordando o tema, vamos ver se eu vou ter condições e escrever tudo isso né =D

Da introdução do artigo:

Magos, feiticeiros, clérigos e outras classes lançadoras de magia obtém poderes incríveis, como lançar relâmpagos das mãos ou conjurar paredes de lâminas afiadas em seus inimigos. Com um poder de destruição em massa terrível, magos podem desequilibrar uma guerra, acabando com regimentos inteiros com uma única magia, mas muitas vezes as magias mais perigosas para o bom funcionamento daquela aventura que o mestre preparou com tanto afinco são magias com efeitos muito mais sutis e algumas vezes até mesmo esquecidas pela maioria dos jogadores, que costumam preocupar-se mais com a quantidade de dados de dano que eles podem causar lançando a magia.

Brincando com Ruby

Arquivado em: Programação, Ruby

Programming RubyO Phillip viu no blog do TaQ e eu vi no blog do Phillip que o cara do WhyTheLuckyStiff colocou o shell do Ruby , o IRB, na internet pra todo mundo poder brincar de programar em Ruby sem ter que intalar nada na própria máquina. Agora você não tem mais desculpa pra não aprender Ruby !

Junto com o shell também tem um mini-tutorial onde você pode aprender um pouco mais sobre a linguagem, ótimo pra quem nunca viu Ruby na vida.

Se, por algum motivo obscuro do universo conhecido, você ainda não conhece Ruby , nunca é tarde pra começar, você pode dar uma olhada no “Why’s Poingnant Guide to Ruby” ou no Tutorial do TaQ.

Você ainda está lendo isso? Vai lá conhecer logo esse negócio!

Tutorial sobre o Hibernate 3 do GUJ

Logotipo do HibernateComo eu já havia dito, tinha preparado o material sobre o Hibernate pra ser colocado lá no GUJ, agora o material já está lá: Hibernate 3 Avançado

Da descrição do tutorial:

Conheça boas práticas comuns no uso do Hibernate, padrões de projeto relacionados, o desenvolvimento de uma camada de persistência, integração com o Spring e aprenda a aumentar ainda mais a velocidade das suas aplicações usando o esquema de caching do framework

November 30, 2005

Se a preguiça não matar…

Arquivado em: Programação

Gente idiotaÉ estranho, mas cada dia que passa eu fico mais assustado com o tamanho da preguiça das pessoas na área de informática. Participo de várias listas e fóruns sobre Jornalismo e em nenhum deles as pessoas surgem com pedidos como esse, esse ou esse aqui. Na maioria das vezes as pessoas vem com dúvidas de não saber onde encontrar uma informação específica (como um dia desses onde uma pessoa perguntou como poderia ter acesso ao arquivo da Veja), elas não costumam pedir o trabalho pronto a ninguém e mesmo assim ainda levam a clássia “procura no Google!”.

É claro que a educação e o acesso a informação no Brasil não é uma maravilha, mas a quantidade absurda de “cursinhos” na área de informática está formando cada vez mais profissionais incompetentes que mal sabem onde começar a procurar por soluções quando encontram problemas. Esse tipo de profissional formado “naquela” faculdade vai trabalhar por muito menos que uma pessoa que se deu ao trabalho de aprender alguma coisa trabalharia, não vai render o esperado e o mais provável é que ele termine na rua antes mesmo de conseguir juntar algum trocado.

Odeio Programas De Gente IdiotaCom isso, empresas vão ficar com um receio cada vez maior em investir alguma coisa em “pessoal” e vão se voltar para o “ferramental” da coisa, colocando mais dinheiro e esforços no domínio de ferramentas mágicas (como as famigeradas ferramentas RAD) do que em profissionais capacitados, que a cada dia estão mais difíceis de ser encontrados. No fim, teoricamente sai mais barato investir em ferramentas do que em pessoas, além de ser bem mais confiável, já que o conhecimento não está mais em alguém que pode simplesmente ir embora, mas em uma ferramenta que vai continuar ali enquanto ela for necessária (ou enquanto for possível pagar por ela).

Entretanto, como já disse o mestre Joel Spolski, cedo ou tarde as ferramentas chegam a um limite (costumeiramente mais cedo do que tarde) e como as “pessoas” envolvidas na criação e no desenvolvimento da aplicação não tem condições de chegar mais “longe”, porque a “ferramenta” sempre fez o trabalho e eles não conseguem entender o que está além da abstração, e nós terminamos mais uma vez no primeiro problema, pessoas que não tem capacidade para resolver os problemas que aparecem.

Se é realmente necessário fazer alguma coisa, é melhor pegar os 2 melhores do que 10 idiotas, porque os dois melhores vão trabalhar em conjunto, evoluindo juntos, enquanto os 10 idiotas vão terminar trabalhando um contra o outro e provavelmente nunca vão chegar a um resultado realmente útil.

Se você não sabe como fazer e é seu trabalho fazer, não peça pra que os outros façam por você, procure ajuda para lhe encaminhar, não para fazer no seu lugar, porque um dia pode ser que não haja mais ninguém intressado em lhe ajudar. Ou pior ainda, os outros podem estar querendo é lhe ferrar =D

Abra os olhos!






















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